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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Política regional




Diante dos recentes acontecimentos e da proximidade das eleições gerais, cresce a indignação popular com o comportamento dos agentes políticos e a certeza da necessária renovação das casas legislativas. O eleitor deverá agir no processo eleitoral com consciência e responsabilidade, deixando de votar em políticos implicados em situações desonestas e relações duvidosas, almejando uma situação melhor do que a atual.
Se a intenção é mudar, a escolha deve ser feita através de uma atitude mais forte da sociedade, elegendo os que achar dignos de sua confiança. Abster-se provoca a eleição de outros e a vida da sociedade continuará sob a influência destes. Os políticos representam os interesses e os anseios da sociedade, sendo que em um regime democrático as lutas são contínuas e as renovações são a consequência da busca de algo melhor. Em um cenário no qual os investimentos econômicos são decorrentes de ações políticas, é fundamental uma nova condução da política, em especial em nossa região sul, a fim de evitar novos retrocessos. Um erro no voto pode custar um atraso de mais quatro anos.
Diversas ações já foram tentadas em defesa das prioridades da região, mas sem a real coesão para ter uma presença forte nos parlamentos estadual e federal. O momento é de coalizão de lideranças para elegermos candidatos locais, que tenham um maior comprometimento com as demandas regionais. Construir uma nova via que nos leve ao desenvolvimento passa por uma representação política que tenha força e novas idéias. A força é decorrente da mobilização regional, com a participação de todos em defesa de uma candidatura com propostas viáveis, que se tornem medidas concretas no exercício do mandato, trazendo crescimento e novos investimentos na região.
O cenário regional é de dificuldades! Ao que parece, recentemente descoberto pelos hoje representantes políticos que, com a proximidade do pleito, querem se inserir cirurgicamente como “parlamentares regionais”. Passados mais de três anos, demonstram oportunismo e interesse eleitoreiro nas demandas locais. Chega de votos equivocados! Basta de políticos eleitos em troca de promessas e vantagens, e que eventualmente destinam inexpressivos investimentos que não atendem as necessidades regionais. É imprescindível mudar, ter uma nova atitude!
É relevante destacar que as estruturas políticas são alteradas por ações dos cidadãos comprometidos e interessados. Com uma forte, qualificada e aglutinadora representação política quem ganhará em um breve futuro é a região!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mudança

Mudança: palavra oposta à conservação, que representa a modificação de estado de algo que está posto. Mudança é novidade, é dinamismo, é deixar a zona de conforto e procurar algo diferente, algo novo. É forte e iminente esta mudança nos cenários políticos federal e estadual para as próximas eleições, sugerindo grande renovação.
O evidente aumento do número de pessoas qualificadas presentes nas nominatas dos partidos, e que poderão concorrer ao pleito de outubro, sugere que os cidadãos de bem, que acompanham a política com interesse, estão indignados com a situação atual. E, para colaborar, abdicaram de ficar somente na crítica, colocando corajosamente seus nomes à disposição dos partidos e dos eleitores. Os novos candidatos abriram mão de engrossar o coro dos insatisfeitos, de seu sossego, de sua vida privada, para encarar uma cansativa campanha e tentar ingressar na vida pública, a fim de contribuir nas discussões para promover uma sociedade mais justa, econômica e socialmente.
Os membros das instituições políticas são o reflexo da sociedade. Há uma notada reversão de comportamento da sociedade; as pessoas estão se envolvendo mais em política. Os agentes políticos não são sorteados entre os membros da sociedade; se estão no exercício de um mandato, este lhe foi conferido pelo voto. A eleição pode ser vista como um contrato, e se o eleito foi incompetente, temos o direito de não renovar o contrato e afastá-lo. O eleitor, cansado e aborrecido de mais do mesmo, é convidado a literalmente dar um voto de confiança a essas novas propostas, aos novos nomes e formas inovadoras de administração pública. Como o clamor geral é por mudança, o cidadão que hoje está descrente, deve estar ciente que o voto é o seu instrumento para melhorar a representação política.
A sociedade brasileira, em especial a nossa região, está desanimada e decepcionada com a maioria dos políticos e não suporta mais promessas e discursos fajutos. A desinformação ou desilusão relacionada às suas expectativas, levam muitas pessoas a não gostar de política. Essas pessoas não têm idéia do prejuízo que estão gerando para si mesmas e para o grupo social. É relevante que o cidadão compreenda que seu desinteresse equivale a renunciar à cidadania. A resposta deve vir das urnas!
O voto representa a oportunidade de buscar uma sociedade mais madura, menos tolerante com a inoperância, mandatários desgastados e distorções na atividade política. As instituições representativas devem ser aperfeiçoadas, fazer por merecer o respeito e o reconhecimento da população. A política regional deve deixar de ser apenas notícia, para se tornar parte efetiva de nosso cotidiano. A mudança é a favor da nossa região, dos cidadãos, da democracia e contra o continuísmo no poder.